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Development and aplication of stellar wind models to T Tauri Stars

L. J. R. Machado

Abstract. As estrelas são o constituinte mais abundante do universo visível. Desde sempre fascinaram a humanidade, e contiuam a fazê-lo. Actualmente, acredita-se que quase todos os elementos químicos, com excepção dos mais leves, foram criados no interior dos núcleos estelares, ou em explosões de novas ou supernovas. Em particular alguns elementos essenciais para a vida, como C, O ou Fe. Durante o decurso das suas vidas, as estrelas enriquecem o meio interestelar com estes e outros elementos químicos, através da perca de massa nos seus ventos. Quando as estrelas de elevada massa terminam as suas vidas numa explosão de supernova enriquecem também o meio interestelar e podem, eventualmente, despoletar a formação de estrelas em nuvens moleculares próximas.
Quase toda a vida na Terra depende da existência de uma estrela de pequena massa, da sequência principal e de meia idade: o Sol. As interpretações teóricas fundamentadas em observações mostram que existe uma classe de estrelas variáveis e muito activas, de pequena massa como o Sol, e que ainda não fazem parte da sequência principal: as estrelas T Tauri. O facto de estas estrelas possuirem massas similares à do Sol e de estarem ainda na fase de evolução para a sequência principal constituiem motivações extras, que aliadas às suas qualidades intrínsecas, tornam o seu estudo ainda mais relevante. Esse estudo pode possibilitar a visualização das condições prováveis para a formação dos sistemas planetários, e para uma melhor caracterização da evolução seguida pelo Sol.
Este trabalho começa com uma breve revisão das propriedades das estrelas T Tauri, seguindo-se uma extensa pesquisa bibliográfica das suas taxas de rotação. As taxas de rotação obtidas através da espectroscopia (vsini) ou da fotometria (Prot) são ambas usadas. Esta pesquisa bibliográfica foi motivada pelo eventual papel da força centrífuga na equação do momento que descreve os modelos de vento estelar para as estrelas T Tauri. Porém, mostrar-se-á que a força centrífuga devida à rotação estelar pode ser desprezada na equação do momento quando aplicada aos ventos das estrelas T Tauri. Três tipos pricipais de modelos de vento estelares hidrodinâmicos serão desenvolvidos. O primeiro tipo com o perfil de temperatura prescrito, o segundo possui uma equação de energia detalhada, enquanto que o terceiro é uma generalização do segundo, mas incluindo os efeitos da propagação de ondas de Alfvén.

Doutoramento em Astronomia
Faculdade de Ciências da Universidade do Porto
Orientador(es): J. J. G. Lima, M. T. V. T. Lago
2001

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Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço

O Instituto de Astrofísica e Ciências do Espaço é (IA) é uma nova, mas muito aguardada, estrutura de investigação com uma dimensão nacional. Ele concretiza uma visão ousada, mas realizável para o desenvolvimento da Astronomia, Astrofísica e Ciências Espaciais em Portugal, aproveitando ao máximo e realizando plenamente o potencial criado pela participação nacional na Agência Espacial Europeia (ESA) e no Observatório Europeu do Sul (ESO). O IA é o resultado da fusão entre as duas unidades de investigação mais proeminentes no campo em Portugal: o Centro de Astrofísica da Universidade do Porto (CAUP) e o Centro de Astronomia e Astrofísica da Universidade de Lisboa (CAAUL). Atualmente, engloba mais de dois terços de todos os investigadores ativos em Ciências Espaciais em Portugal, e é responsável por uma fração ainda maior da produtividade nacional em revistas internacionais ISI na área de Ciências Espaciais. Esta é a área científica com maior fator de impacto relativo (1,65 vezes acima da média internacional) e o campo com o maior número médio de citações por artigo para Portugal.

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