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16 fevereiro 2007

De acordo com novas observações obtidas pelo Telescópio Espacial Spitzer (NASA), os famosos pilares de gás e poeira fotografados em 1995 pelo Telescópio Espacial Hubble (NASA/ESA) podem ter encontrado o seu fim.

Uma nova imagem obtida pelo Spitzer mostra os pilares de poeira ainda intactos, mas muito perto de uma gigante nuvem de poeiras quentes que terão sido incineradas por uma explosão de uma estrela, talvez por uma supernova. Os astrónomos acreditam que a onda de choque provocada pela explosão poderá já ter atingido as torres de poeira, causando o seu colapso. Isto terá acontecido há 6.000 anos atrás, mas como a luz desta região demora cerca de 7.000 anos a chegar à Terra, só veremos o que realmente aqui teve lugar daqui a 1.000 anos.

As observações do Spitzer mostram todo o complexo da nebulosa da Águia, que é constituída por uma vasta e tempestuosa comunidade de estrelas que se encontram no meio de nuvens de gás e poeira, e entre as quais se incluem os 3 famosos "Pilares da Criação". Há muito que os astrónomos previam a destruição dos pilares, pois nesta região existiam pelo menos 20 estrelas muito perto do final da sua vida e com a possibilidade de se transformarem em supernovas. As observações sugerem que uma destas "bombas" estelares terá detonado. Esta explosão terá sido visível nos céus terrestres há 1.000 ou 2.000 anos atrás.

Após o colapso dos pilares, o seu gás e poeira será espalhado por toda a região, o que revelará as estrelas que se estão a formar no seu interior. Uma nova geração de estrelas também poderá surgir a partir do colapso dos pilares e da interacção daqui desencadeada entre as nuvens de gás.

O telescópio Spitzer detecta radiação infravermelha, que não é detectada pelos nosso olhos. Isto dá ao telescópio a possibilidade de ver através da poeira. Nas imagens, os 3 pilares parecem pequenos, e quase translúcidos. Coloridos a tons de verde, é possível observar, na região superior da maior das torres, uma estrela em formação. Acima dos pilares vemos a enorme nuvem de gás e poeira quente (a vermelho nas imagem), que os astrónomos pensam ter sido "queimada" pela onda de choque provocada pela explosão de uma supernova.

Para mais informações
http://www.spitzer.caltech.edu/Media/releases/ssc2007-01/release.shtml

1. A Nebulosa da Águia. (©NASA/JPL-Caltech/N. Flagey (IAS/SSC) & A. Noriega-Crespo (SSC/Caltech) 2. A Nebulosa da Águia vista pelos dois Telescópios. (©NASA/JPL-Caltech/N. Flagey (IAS/SSC) & A. Noriega-Crespo (SSC/Caltech)