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20 abril 2006

A Nebulosa da Tarântula pertence à Grande Nuvem de Magalhães. Encontra-se a cerca de 170.000 anos-luz de distância, na direcção da constelação austral da Dourada (Douradus). Ela é a maior nebulosa de emissão que podemos encontrar no céu e é também uma das maiores regiões de formação estelar que conhecemos.

Também conhecida como 30 Dourados ou NGC 2070, a Nebulosa da Tarântula deve a sua pitoresca designação ao seu intrincado padrão de nuvens, que se assemelham às pernas de uma aranha. Como podemos observar na imagem agora obtida pelo instrumento FORS1, instalado no VLT – Very Large Telescope (ESO), a estrutura desta nebulosa é extremamente complexa, pois é composta por uma imensa quantidade de arcos brilhantes, no meio dos quais encontramos regiões escuras.

No interior desta gigantesca nebulosa de emissão, cujo diâmetro é superior a 1.000 anos-luz, existe um enxame de estrelas jovens, de grande massa e muito quentes, designado por R 136. É a radiação emitida por estas estrelas que dá forma à nebulosa e a vai “desenhando”. Este enxame de estrelas é muito jovem, terá entre 2 a 3 milhões de anos, o que é quase insignificante, num Universo com 13,7 mil milhões de anos…

O enxame R 136 parece conter cerca de 200 estrelas de grande dimensão. Na sua vizinhança existem também estrelas de grande massa, algumas das quais terão uma massa 50 vezes superior à do Sol.

No canto superior da imagem agora obtida podemos observar um outro enxame de estrelas, o Hodge 301. Também estas são estrelas de grande massa, no entanto, estas são estrelas mais velhas. O enxame terá 20 milhões de anos, ou seja, é cerca de 10 vezes mais velho que o R 136. Isto também significa que as estrelas de maior dimensão do Hodge 301 já explodiram como supernovas, “contaminando” a sua vizinhança com matéria e dando origem a estruturas e filamentos de gás . Como no enxame existem 3 estrelas supergigantes vermelhas, novas explosões terão lugar nos próximos milhões de anos.

Já no canto inferior esquerdo da imagem podemos encontar estruturas que se assemelham a trombas de elefante. No topo destas estruturas novas estrelas estão a nascer. A Nebulosa da Tarântula é um bom exemplo de reutilização de matéria, pois a radiação intensa proveniente das suas estrelas quentes e de grande dimensão e o choque provocado por explosões de supernova comprimem o gás da nebulosa, levando-o a produzir regiões de formação estelar.

À direita do enxame central é claramente visível uma “bolha” vermelha. A estrela que emite o material que produz a “bolha” terá 20 vezes mais massa que o Sol, sendo igualmente 130.00 vezes mais luminosa, 10 vezes maior e 6 vezes mais quente que a nossa estrela. Um outro exemplo similar de “bolha” de matéria pode ser observado um pouco acima da grande “bolha” vermelha.

Para mais informações
http://www.eso.org/outreach/press-rel/pr-2006/pr-13-06.html

1. A Nebulosa da Tarântula, observada pelo VLT. (©FORS1/VLT - ESO) 2. Detalhes da nebulosa da Tarântula (©FORS1/VLT - ESO)