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28 julho 2011

Depois de mais de uma semana de tranquilidade, a atividade solar está novamente a aumentar. No limbo nordeste do Sol, surgiram três grandes grupos de manchas solares.

Dos três grupos de manchas o AR1260 parece ser o mais ativo - produziu, na últimas 24 horas, mais de uma dúzia de flares de classe C. No entanto, o grupo AR1262 poderá ser mais problemático. Magnetogramas desta região ativa revelaram um campo magnético potente o suficiente para dar origem a erupções de classe X.

Cientistas do NOAA estimam que existe uma probabilidade próxima de 40% para a emissão de flares solares de classe M durante o dia de hoje. Até agora nenhuma das erupções solares, que estes conjuntos de manchas estão a produzir, foi emitida na direção da Terra, mas isto pode mudar daqui a uns dias, quando as manchas estiverem alinhadas com o nosso planeta, à medida que o Sol roda.

Vídeo
Vídeo (gif animado) que nos mostra três dias de observação efetuada pela SDO (©SDO/HMI)

Glossário
Flare - Uma flare solar é uma explosão no Sol que acontece quando energia armazenada em campos magnéticos entrelaçados - que se encontram habitualmente no topo de manchas solares - é subitamente libertada. Uma flare emite radiação que abrange uma grande gama de comprimentos de onda - do rádio aos raios-X e raios gama.
Os cientistas classificam as flares solares de acordo com a sua intensidade de energia na região dos raios-X - que vai do 1 aos 8 Angstroms.
Existem três categorias e cada uma delas tem nove subdivisões (X1 a X9, M1 a M9, C1 a C9):
Classe X - são muito intensas; podem provocar na Terra apagões rádio e tempestades de radiação de longa duração;
Classe M - são de intensidade intermédia; podem causar na Terra breves apagões rádio que afetam essencialmente as regiões polares; tempestades de radiação de pequena intensidade podem acontecer depois de uma flare de classe M;
Classe C - Por comparação com flares de classe X e M, as flares de classe C são fracas e com consequências menores na Terra.

Para mais informações
SpaceWeather
SDO
SoHO

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1. Nesta imagem, obtida pela sonda SDO (NASA) vemos os três conjuntos de manchas solares. (SDO / HMI) 2. O Sol, a 27 de julho de 2011, visto pela câmara EIT da sonda espacial SoHO (ESA / NASA). (SoHO - ESA / NASA)